sábado, 21 de outubro de 2017

Os Sólidos de Platão

Foi o Filósofo Platão quem descobriu que existem 5 e somente 5 sólidos geométricos regulares (sólidos que são formados por figuras geométricas de mesmo formato, mesma medida e ângulos poliédricos iguais). Os poliedros que tem essas características são denominados  Poliedros Platônicos, que são os seguintes sólidos: hexaedro, tetraedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro.
Resultado de imagem para imagem hexaedro regular
HEXAEDRO(CUBO)

Segundo o filósofo grego Platão, o hexaedro é o representante do elemento terra, figura formada por 12 arestas, 8 vértices e 6 faces no formato quadrangular. O hexaedro também pode ser denominado de cubo. Para calcular a área e o volume do cubo clique aqui.
Construção do esqueleto do cubo.

TETRAEDRO

Construção do esqueleto do tetraedro
O tetraedro regular é um sólido platônico representante do elemento fogo, figura geométrica espacial formada por quatro triângulos equiláteros (triângulos que possuem lados com medidas iguais); possui 4 vértices , 4 faces e 6 arestas. Considerado como um caso particular de pirâmide regular de base triangular, as propriedades geométricas do tetraedro você estuda clicando aqui.

OCTAEDRO

O octaedro  é um sólido platônico representante do elemento ar, figura geométrica espacial constituída por oito faces iguais sendo todas triângulos equiláteros, reunindo-se em cada vértice quatro triângulos (“octo” significa “oito” em grego), tem seis vértices e doze arestas. Cique aqui para saber mais.
Construção do esqueleto do octaedro

ICOSAEDRO

O Icosaedro é um sólido platônico representante do elemento água, figura geométrica espacial constituída por 12 vértices, 30 arestas e 20 faces. As propriedades geométricas do icosaedro você estuda clicando aqui
Construção do esqueleto do icosaedro.

DODECAEDRO

O dodecaedro é um sólido platônico representa a imagem do Universo no seu todo. A figura geométrica espacial é constituída por 20 vértices, 30 arestas e 12 faces. As propriedades geométricas do dodecaedro você estuda clicando aqui.

Veja o vídeo: Poliedros com varetas e faça você mesmo o seu poliedro.


E também o vídeo desenhando os sólidos platônicos:


Webquest - Arte na Matemática


O que é WebQuest?

     WebQuest é uma metodologia de pesquisa na Internet, voltada para o processo educacional, estimulando a pesquisa e o pensamento crítico.É um modelo extremamente simples e rico para dimensionar usos educacionais da Web.
Foi proposto por Bernie Dodge em 1995 e hoje já conta com mais de dez mil páginas na Web, com propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros).

Como iniciar um projeto de WebQuest?

      Navegar na Internet pode ser um processo de busca de informações valioso na construção do conhecimento, gerando um rico ambiente interativo facilitador e motivador de aprendizagem, bem como pode ser um dispersivo e inútil coletador de dados sem relevância que não agregam qualidade pedagógica ao uso da rede.
     Uma WebQuest parte da definição de um tema e objetivos por parte do professor, uma pesquisa inicial oferecendo uma variedade de links selecionados acerca do assunto, para consulta orientada dos alunos. Estes devem ter uma tarefa, exeqüível e interessante, que norteie a pesquisa. Para o trabalho em grupos, os alunos devem assumir papéis diferentes, como o de especialistas, visando gerar trocas entre eles. 

Que softwares devemos usar na criação de uma WebQuest?

WebQuest não exige softwares específicos além dos utilizados comumente para navegar na rede (editor de texto Word ou FrontPage ou outros), produzir páginas, textos e imagens. Isso faz com que seja muito fácil usar a capacidade instalada em cada escola, sem restrição de plataforma ou soluções, centrando a produção de webquest na metodologia pedagógica e na formação de docentes.
Você pode acessar o https://sites.google.com/ para criar sua webquest.
Neste link você tem um tutorial de como criá-la https://www.youtube.com/watch?v=nLV7P60uE2s 

Qual a duração para um projeto envolvendo uma WebQuest?
Uma webquest pode ser definida como sendo de curto prazo (até uma semana) ou de longo prazo (de uma semana até um mês ou mais).
Com a WEBQUESTtrabalha-se em forma de projetos de pesquisa, utilizando a ideia de aprendizagem colaborativa. É um espaço na WEB que irá facilitar e enriquecer o uso da Internet por professores e alunos.

Por que optar pela metodologia da WebQuest?

Nos últimos anos, uma das preocupações que tem nos despertado tem sido a baixa qualidade dos trabalhos acadêmicos, principalmente no que se refere a pesquisas realizadas na Internet, pesquisas são realizadas desprovidas de apoio e suporte dos educadores, onde a prática do “copiar-colar” acontece sem nenhuma leitura previa.
Percebemos que a Webquest desenvolve métodos eficientes para introduzir os alunos a utilizarem as novas tecnologias como ferramenta de maneira a assegurar a aprendizagem intimamente associada ao currículo, fornecendo modelos para associar pesquisa na web e resultado de aprendizagem de uma forma prática e confiável.

Vantagens da utilização de WebQuest:
As vantagens da WebQuest tem a ver com o fato de poder adaptá-la a uma grande variedade de ambientes de tecnologias e a muitas áreas diferentes de currículos, além de sistematizar a pesquisa na web, ambiente que pode dispersar o aluno.
Quais os elementos básicos de uma Webquest?
Os elementos básicos de uma WebQuest são:
• Uma introdução: que fornece informações básicas para despertar o interesse dos alunos pela tarefa;
• Uma tarefa: situação, atividade a ser proposta;
• Processo (ou etapas): envolvido para completar a tarefa. Os recursos e sites a serem utilizados são basicamente da Internet, mas outros dados, como informações obtidas em bibliotecas, podem ser incluídas;
• Avaliação: como será a avaliação da tarefa.
• Conclusão: (o que foi aprendido com sugestões para mais aprendizagem);



A seguir segue um link sobre uma webquest que criada 

para ser aplicada com alunos do 1°ano do Ensino Médio sobre a 

ARTE NA MATEMÁTICA. Espero que gostem!


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fazendo Arte com a Matemática!

Fazendo Arte com a Matemática!
Este trabalho foi realizado por alunos do 1°ano do Ensino Médio. A tarefa consistia em cada dupla pesquisar uma imagem na internet e depois ampliá-la através de coordenadas cartesianas.

Parabéns queridos alunos! Ficaram ótimos!😃



sábado, 14 de outubro de 2017

Metodologia Ativa- José Manuel Moran

Neste vídeo, o professor José Manuel Moran, filósofo e doutor em Comunicação, defende a metodologia ativa, ou seja, que o espaço da sala de aula seja vivo, de trocas, de resultados e de pesquisa!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Aprenda a tabuada do 6,7,8 e 9 usando os dedos!😲

A tabuada sempre foi um dos maiores desafios para os nossos alunos,principalmente os do 6° e 7°anos!
Este vídeo do professor Iberê Thenório, traz uma dica muito especial para tentar superar esta dificuldade!

Assista e descubra esta super dica! Espero que gostem!😉

Entrevista com o filósofo francês Pierre Lévy sobre os benefícios das ferramentas virtuais na educação

     Os livros e cadernos, aos poucos, estão sendo substituídos por tablets. O quadro negro, que depois ficou branco, agora é digital. As aulas podem ser assistidas a distância. E a tarefa de casa pode ser feita numa rede social. O que antes parecia coisa de filme futurista tornou-se realidade. 
     A tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, assim como na educação. Antes de isso tudo tornar-se tão evidente, o filósofo francês Pierre Lévy já defendia a teoria da inteligência coletiva e da cibercultura. Para ele, estamos vivendo o início de uma transformação cultural, em que a forma de construir o conhecimento é colaborativa. Lévy explica que os educadores precisam mergulhar na cultura digital, para compreender o universo dos estudantes. Além disso, ele salienta que os professores devem usar as ferramentas virtuais em benefício da educação, explorando suas singularidades e dando mais espaço para que os estudantes participem mais ativamente do processo de ensino-aprendizagem.
      Durante o V Congresso Internacional Conexão RCE (Rede Católica de Educação), realizado em Brasília, o filósofo conversou com a revista Gestão Educacional sobre as mudanças que precisam ser aplicadas na educação. 

Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado no cenário econômico mundial. Infelizmente, no aspecto educacional, a situação está longe do patamar dos países desenvolvidos. Como educar para o futuro nesse cenário? 

Pierre Lévy: Fico impressionado como os brasileiros têm uma ideia negativa do seu próprio país. Primeiramente, o Brasil está se transformando na quinta potência econômica do mundo, com uma taxa de crescimento muito elevada. Sim, tem analfabetismo, mas, apesar disso, há um esforço importante focado na educação. E sempre que eu venho para cá, vejo uma porção de profissionais focados, esforçados para trabalhar com educação, da educação infantil ao ensino médio. São pessoas que têm a consciência de que o futuro está nesse investimento em educação e em conhecimento. Então, não fiquem desesperados. Continuem com esse entusiasmo extraordinário que vocês têm. Claro, há problemas. E nós temos que resolvê-los com as ferramentas de hoje e com a visão do futuro. As pessoas precisam acreditar no hoje. E muitos professores têm essa visão. 

Quais são as dificuldades de usar ferramentas digitais em sala de aula? 

Pierre Lévy: Não há obstáculos. Todos os estudantes têm uma habilidade extraordinária para usar esse tipo de ferramenta. Agora, os professores têm que conhecer tão bem quanto as crianças. Sobretudo, isso tem que ser utilizado numa ótica de aprendizagem colaborativa. Eu acredito que o professor precisa se capacitar, porque ele só pode ensinar aquilo que ele domina. Eu não acredito na formação do professor apenas para usar as redes sociais. O professor também tem que se esforçar. Utilizar isso para si próprio. É só uma questão de entrar nessa cultura. E de implementar o know-how pedagógico utilizando essas ferramentas. 

Podemos dizer, então, que a forma de ensinar mudará nos próximos anos?

Pierre Lévy: Sim, estamos no início de uma grande transformação cultural. Hoje, nós podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. O banco de dados da internet funciona como uma biblioteca única de todo o mundo. E nós podemos usar essas informações, que podem estar em outros idiomas, porque já há ferramentas que traduzem tudo para nós. Esses três processos eu chamo de ubiquidade, interconexão e manipulação automática de símbolos. Essa é a nova situação que vivemos. Isso está ligado à educação, porque temos que preparar os alunos para essa nova realidade. Mas temos que nos preparar antes de ensinar. 

E o que seria a gestão da atenção? E como ela contribui para diminuir a chamada sobrecarga cognitiva?

Pierre Lévy: A gestão da atenção não é algo que começou com as ferramentas digitais. A disciplina mental, aprender a concentrar-se, é algo que sempre foi útil e que deve também ser aplicado com essas ferramentas. Não é possível estar diante de uma tela de computador e, de uma hora para outra, esquecer o que se está fazendo e ir fazer outra coisa, de qualquer jeito. Diante do computador, é necessário controlar a sua mente e se concentrar num objetivo de aprendizagem e de colaboração. A sobrecarga cognitiva é realmente um problema falso porque é o mesmo que dizer que há livros demais em uma biblioteca. Muitos livros não provocam uma sobrecarga cognitiva. Você aprende a utilizar os arquivos da biblioteca, as fichas, a escolher um livro mais adequado com seu objetivo e você lê esse livro. A gente não vai começar a ler a primeira página, depois buscar outro livro. Na plataforma on-line acontece o mesmo. É a responsabilidade pessoal que faz a diferença.

Mas muitos professores reclamam que os alunos ficam dispersos diante do computador ou do celular.

Pierre Lévy: Bom, eu também tenho alunos e quando eu dou aula, eles ficam olhando para o celular também. Eu sou super severo. Eu proíbo que eles olhem o celular durante a aula. Mas, em certo momento da aula, eu digo: “pronto, agora vocês podem olhar o celular”. E todos eles olham. Eu também passo um exercício. Eles podem “tuitar” alguma coisa ou eles têm que buscar alguma coisa no Google, no Wikipédia. Depois eu digo que acabou e é hora de desligar o computador e desligar o telefone. A gente precisa aprender quando ligar e desligar o aparelho, utilizando-o conscientemente. É um domínio de si próprio, uma disciplina. E essa disciplina já tem que ser ensinada desde a escola primária.

Algumas escolas já usam o tablet como material obrigatório, substituindo livros e cadernos. Até que ponto é indispensável que cada aluno tenha o seu computador em sala de aula?

Pierre Lévy: É muito difícil manter as antigas ferramentas de leitura e de escrita durante muito tempo. Então, daqui a alguns anos, eu prevejo que o material escolar de hoje será substituído por tablet. Mas não o tablet de hoje, mas o tablet de amanhã, no qual nós teremos todos os manuais didáticos, as ferramentas de escrita, de pesquisa. Um tablet como ferramenta de trabalho. Um tablet que permita fazer anotações nas margens de livros. Coisas assim que ainda são um pouco difíceis hoje em dia. Vai ser algo mais leve e, possivelmente, até custe mais barato. Agora, uma sala de aula é difícil imaginar. A gente nem sabe como vai ficar essa noção de sala de aula completamente. Porque são questões muito complexas. Isso é um processo em curso.

Em vários estados brasileiros, os professores estão recebendo computadores ou tablets. O que o senhor acha disso?

Pierre Lévy: Isso é muito bom. A gente não pode ensinar aquilo que a gente não sabe. Não dá pra ensinar se a gente não domina. 

As novas tecnologias podem prejudicar?

Pierre Lévy: Não. As novas mídias não têm impacto negativo. O impacto negativo acontece quando as pessoas estão expostas a coisas negativas. O problema não é a internet. É a falta de disciplina mental. Seria o mesmo que dizer que as estradas são malvadas porque matam gente. Não, na verdade são as pessoas que dirigem mal.

Mas alguns alunos hoje já têm dificuldade de escrever, porque lidam mais com a digitação. 

Pierre Lévy: Aprender a escrever é importante, claro. O que ocorre é o mesmo [que acontecia] quando as pessoas começaram a ter calculadoras. Antes, todos faziam o cálculo mental. Hoje, ficam sem saber se não tiverem a calculadora do lado. No futuro, a maioria das pessoas vai escrever e ler com essa nova ferramenta. 

Como o senhor usa as redes sociais com os seus alunos?

Pierre Lévy: Por exemplo, todos os meus alunos têm Facebook. Mas geralmente eles não conhecem a funcionalidade grupo. O que fazemos é o seguinte: formamos um grupo e, a cada semana, cada um tem que postar alguma coisa. Um vídeo, um link relacionado ao tema da aula. Os outros têm que ler o que o colega enviou e comentar, discutir junto. Então, eles alimentam o grupo e eles aprendem a discutir. Se um postar alguma coisa que o outro já postou, ele fica com uma nota ruim porque significa que ele não prestou atenção nos outros. Também não pode fazer uma pergunta que já foi respondida. Eu tento ensinar a economia na comunicação para que não percam tempo. São coisas assim, que se tornam úteis.

Isso seria a inteligência coletiva? 

Pierre Lévy: Sim. A própria internet é uma memória de produção coletiva. De certa forma, isso sempre existiu, porque o que conhecemos hoje é uma herança do que já foi feito. A escola do futuro será a escola social, onde a aprendizagem será colaborativa. Não é que a escola de hoje deixará de existir. É uma camada que complementa a outra. Logo, temos que educar visando esse novo comportamento, através de uma pedagogia de aprendizagem coletiva permanente.

E como os professores podem orientar os alunos? 

Pierre Lévy: Primeiro, devem ensinar sobre responsabilidade social para a memória coletiva. Tudo o que você posta na internet contribui para a memória coletiva. Segundo, é preciso ter um espírito crítico. Os alunos devem saber separar as fontes boas e as fontes ruins, porque um mesmo evento pode ser contado de diversas formas. Depois vem a gestão da atenção, como já citei. Outra coisa importante é a necessidade de produzir para assimilar. É a transformação da informação em conhecimento.

Como serão os alunos do futuro?

Pierre Lévy: Serão pessoas criativas, abertas, colaborativas e, ao mesmo tempo, terão a capacidade de se concentrar, porque terão uma mente disciplinada. É necessário ter um equilíbrio entre dois aspectos: o primeiro é a imensidão de informações, contatos, colaborações. O outro é o aspecto de planejamento, realização de projetos, disciplina mental.

 (Matéria publicada na edição de fevereiro de 2013 da revista Gestão Educacional).

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